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História da ELA
Apesar de ser uma
doença rara e complexa, a Esclerose Lateral Amiotrófica já era
estudada desde o século passado.
Os indícios de um
mal que causava paralisia progressiva dos membros e da língua nas
pessoas começou a se configurar em 1830, ao ser retratado por Sir
Charles Bell, famoso anatomista e cirurgião britânico.
Já em 1848,
François Aran, famoso clínico e autor de textos médicos, descreveu
uma nova síndrome, caracterizada por fraqueza muscular progressiva
de natureza neurológica.
Para a literatura
médica, o ano de 1853 acenou com o primeiro caso reconhecível de
ELA: o de Prosper Laconte, dono de um circo francês.
Mas somente 16
anos depois, em 1869, as características essenciais para o
reconhecimento da ELA foram determinadas, após uma série de estudos
realizados por dois médicos franceses: Joffroy e Jean-Martin Charcot;
este, primeiro professor de neurologia na Salpêtrière.
O Dr. Charcot foi
o primeiro a ligar os sintomas com um grupo de células
especificamente afetados pela doença - os neurônios motores. Também
coube a Charcot a descrição da paralisia bulbar progressiva (PBP) e
da esclerose lateral primária (ELP), consideradas por ele distintas
da esclerose lateral amiotrófica.
Várias pesquisas
foram realizadas por inúmeros médicos e cientistas, na tentativa de
avançar sobre os conhecimentos da doença.
Foi assim que, em
1933, Brain introduziu o termo doença do neurônio motor (DNM) para
todas essas doenças, aparentemente distintas. E foi também Brain,
junto com outro médico de nome Walton que, em 1939, consideraram DNM
e ELA sinônimos.
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